Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens

22 dezembro 2011

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão



Vídeo fundamental para entender de uma vez por todas como a oligarquia midiática destrói um dos nossos direitos fundamentais, que é o direito à comunicação.
Didático, a matéria mostra que a concentração dos grandes veículos de comunicação na mão de poucas famílias beira a monarquia, já que o poder é transmitido de pai para filho.

Em pleno século XXI, é vergonhoso para o Brasil que a pornográfica distribuição de concessões de rádios e TVs feitas por (e para) políticos e empresários picaretas no século passado ainda renda esse atraso monstruoso da mídia que, a despeito da sua milionária estrutura física e técnica, faz jorrar todos os dias uma programação de péssima qualidade para os brasileiros. E quando alguém ousa "competir" com esse poder midiático (montando, por exemplo, uma rádio comunitária), eis que todo o poder constituído se une (oligarcas da mídia, políticos, governos, ANATEL, polícia, Justiça etc.) para confiscar, prender, multar e processar aquele que cometeu o crime de tentar - como faz a poderosa mídia - se comunicar de forma eficaz com os seus iguais.

E como mudar tal estrutura se a maioria dos políticos e empresários tem interesse direto ou indireto em deixar tudo do jeito que está? Digo "direto" porque muitos políticos são privilegiados donos de rádios e TVs - e foi exatamente por causa disto que conseguiram se eleger; e digo "indireto" porque a outra parcela de políticos (os que não são donos de veículos de comunicação), certamente recebem apoio daqueles que detém o "poder midiático".

Este vídeo foi postado originalmente com o nome "Levante a Sua Voz". Eis o crédito do mesmo:

Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

Blog do Paulinho: O QUE VOCÊ TEM A VER COM A CORRUPÇÃO?


(*) Vídeo da campanha conjunta promovida pelo Ministério Público - SC e Tribunal de Contas - SC. Custo da corrupção no Brasil chega a R$ ...



Custo da corrupção no Brasil chega a R$ 69 bi por ano

Segundo levantamento da Fiesp, renda per capita do País poderia ser de US$ 9 mil, 15,5% mais elevada que o nível atual
Um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp revelou os prejuízos econômicos e sociais que a corrupção causa ao País.
Segundo dados de 2008, a pesquisa aponta que o custo médio anual da corrupção no Brasil representa de 1,38% a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, gira em torno de R$ R$ 41,5 bilhões a R$ 69,1 bilhões.
No período entre 1990 e 2008, a média do PIB per capita do País era de US$ 7.954. Contudo, o estudo constatou que se o Brasil estivesse entre os países menos corruptos este valor subiria para US$ 9.184, aumento de 15,5% na média do período, equivalente a 1,36% ao ano.
Entre 180 países, o Brasil está na 75ª colocação, no ranking da corrupção elaborado pela Transparência Internacional. Numa escala de zero a 10, sendo que números mais altos representam países menos corruptos, o Brasil tem nota 3,7. A média mundial é 4,03 pontos.

Nação prejudicada 
Além disso, o levantamento também traz simulações de quanto a União poderia investir, em diversas áreas econômicas e sociais, caso a corrupção fosse menos elevada.
Educação – O número de matriculados na rede pública do ensino fundamental saltaria de 34,5 milhões para 51 milhões de alunos. Um aumento de 47,%, que incluiria mais de 16 milhões de jovens e crianças.
Saúde – Nos hospitais públicos do SUS, a quantidade de leitos para internação, que hoje é de 367.397, poderia crescer 89%, que significariam 327.012 leitos a mais para os pacientes.
Habitação – O número de moradias populares cresceria consideravelmente. A perspectiva do PAC é atender 3.960.000 de famílias; sem a corrupção, outras 2.940.371 poderiam entrar nessa meta, ou seja, aumentaria 74,3%.
Saneamento – A quantidade de domicílios atendidos, segundo a estimativa atual do PAC, é de 22.500.00. O serviço poderia crescer em 103,8%, somando mais 23.347.547 casas com esgotos. Isso diminuiria os riscos de saúde na população e a mortalidade infantil.
Infraestrutura – Os 2.518 km de ferrovias, conforme as metas do PAC, seriam acrescidos de 13.230 km, aumento de 525% para escoamento de produção. Os portos também sentiriam a diferença, os 12 que o País possui poderiam saltar para 184, um incremento de 1537%. Além disso, o montante absorvido pela corrupção poderia ser utilizado para a construção de 277 novos aeroportos, um crescimento de 1383%.

Leia o estudo completo - AQUI

21 dezembro 2011

Morte e Vida Severina - João Cabral de Melo Neto

Morte e Vida Severina em Desenho Animado é uma versão audiovisual da obra prima de João Cabral de Melo Neto, adaptada para os quadrinhos pelo cartuinista Miguel Falcão. Preservando o texto original, a animação 3D dá vida e movimento aos personagens deste auto de natal pernambucano, publicado originalmente em 1956.


10 setembro 2011

 

REGULAMENTO II FESTIVAL DO MINUTO 

DE SUZANO



LEIA O REGULAMENTO AQUI E VEJA AS INSTRUÇÕES PARA EDIÇÃO EM STOP MOTION, EDIÇÃO DE DESENHOS E EDIÇÃO DE ÁUDIO 




02 setembro 2011

  Escritor Sacolinha

Um exemplo do poder transformador da literatura


Ademiro Alves (Sacolinha) tem 27 anos, nasceu na cidade de São Paulo e é formado em Letras pela Universidade de Mogi das Cruzes. É escritor, autor do romance “Graduado em Marginalidade” (2005) em sua 2ª edição e do livro de contos “85 Letras e um Disparo” (2007) também na 2ª edição pela Global editora. Em agosto de 2010 lançou os livros “Estação Terminal” (romance) e “Peripécias de Minha Infância” (romance infanto-juvenil), ambos pela Nankin editorial.
Atualmente trabalha como Coordenador Literário da Prefeitura de Suzano e presta serviços para a UNESCO e para o Ministério da Justiça no projeto “Uma janela para o mundo – Leitura nas Prisões” nas Penitenciárias de Segurança Máxima.

Contato: (11) 8325-2368 / (11) 7348-0400
Fax: 4759-2304
E-mail: sacolagraduado@gmail.com
Blog: www.sacolagraduado.blogspot.com


24 agosto 2011

Dead Fish
Dead Fish é uma banda brasileira de hardcore que se formou em Vitória, Espírito Santo, no ano de 1991.
O grupo lançou quatro discos e inúmeras demos antes de romper a barreira independente e alcançar o mercado mainstream. Composto, atualmente, por Rodrigo vocal, Alyand (baixo), Marcos - da banda Ação Direta - (bateria) e Philippe (guitarra). O grupo conquistou projeção no âmbito nacional através do disco Zero e Um (Nessa épooca com Nô na bateria e Hospede como segundo guitarrista), lançado pela Deckdisc, em 2004, com produção de Rafael Ramos e mixado por Ryan Greene, responsável por faixas-símbolo do hardcore mundial.

Abaixo, um exemplo do trabalho deles (letra e áudio): 

Subprodutos

Dead Fish

A felicidade é para poucos
Todos nós sabemos: o mundo é ruim
A ironia é desejar e nunca ter
A propaganda diz: você precisa!



Angústia na virada da estação
Um produto pra te tornar especial
Consumo necessário and very cool
Não seja um perdedor


A grande solução
Vamos resolver
Uma pra dormir, duas pra acordar
Bem adaptados
Todos passam bem
Belo novo mundo



Buscando sempre o diferencial
O importante é nunca se deixar levar
Intransigente diferença torna igual



A ironia é desejar e nunca ter
A propaganda diz: você precisa!



O desejo sempre se parece o mesmo
Massificado ou customizado
Vanguarda exigente
Mercado especial
Leve a cópia como se fosse original



A grande solução
Veja como é simples
Uma grade aqui, um alarme lá
Bem resolvidos
Todos preparados
Em nossa igualdade



(Pros mais iguais obviamente. Paz pra mim e guerra pra todos vocês!)


Subproduto do subproduto
De todo conceito que cria a cultura
Do subproduto da massa ou da elite
O que somos nós?



De toda histeria de estar inserido
Mesmo outsider ou très impotent
No final das contas quem come a bosta de quem?



Cientistas criando novas soluções
Artistas sendo originais
Médicos fazendo pílulas legais



Escolha!
Escolha!

21 agosto 2011

UBUNTU - Sabedoria e Civilidade da Mãe África!

A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu. Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não
queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira para as crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo,e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: *"Sou quem sou, porque somos todos nós!"*

Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos...

UBUNTU PARA VOCÊ!

Sou quem sou, porque SOMOS todos nós!!!


20 agosto 2011

Nação Zumbi - A Ilha

 O Mendigo

Oscarito é um mendigo que aparece numa cidade com um violão velho e passa a viver o drama das ruas. Com o dinheiro das esmolas, compra dois bifes num açougue para saciar o desejo de Bete, também moradora de rua. Depois de comerem, Oscarito dorme e retorna numa surpreendente e reveladora realidade.


25 junho 2011

Milton Santos - O homem que via o mundo pelo lado de cá


24     Jun 2011

Completam-se hoje dez anos da morte de um dos maiores – e mais desconhecidos – pensadores brasileiros: o geógrafo Milton Santos. Nascido na baiana Brotas de Macaúbas (a mesma onde morreu Carlos Lamarca), Milton fez-se doutor em Geografia pela Universidade de Strasburgo, mas sempre teve vínculo político – sempre sem filiações estreitas – com a esquerda brasileira. Isso lhe valeu um prisão domiciliar na ditadura e, depois, longos anos de exílio, lecionando mundo afora.

Reconhecimento Internacional
Em 1994, recebeu o Prêmio Internacional Vautrin Lud, correspondente ao Nobel da Geografia, tendo como proponente o professor Jorge Gaspar, da Universidade de Lisboa. Costumava dizer que, a partir desse prêmio, a mídia brasileira lhe abrira as portas. Recebeu-o na pequena cidade de Saint-Dié des Vosges, coincidentemente na região da cidade de Strasbourg onde havia defendido, na década de 50, o seu doutorado. Pela primeira vez na história desse prêmio, ele era outorgado a um geógrafo que não era nem francês nem norte-americano.
Milton Santos recebeu ainda mais de duas dezenas de medalhas, tais como: Medalha de Mérito, Universidad de La Habana, Cuba, 1994; Colar do Centenário (Conjunto de Obra em Geografia) Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, 1997; Ordem 16 de setembro – Primeira Classe, Estado de Mérida, Venezuela, 1998; 11ª Medalha Chico Mendes de Resistência, Grupo Tortura Nunca Mais, Rio de Janeiro, 1999; Medalha do Mérito, Fundação Joaquim Nabuco, Recife,1999, entre outras. Dentre os prêmios destacam-se: Vozes Expressivas do Final do Milênio, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro, 1997; Personalidade do Ano, Instituto de Arquitetos do Brasil, Rio de Janeiro,1997; Homem de Idéias, 1998, Caderno Idéias, Jornal do Brasil, Rio de Janeiro,1998; O Brasileiro do Século, Revista Isto É, 1999 (laureado na categoria Educação, Ciência e Tecnologia, entre 20 personalidades ); Prêmio Jabuti (melhor livro de Ciências Humanas) 1997, com A natureza do Espaço. Técnica e Tempo. Razão e Emoção, Hucitec, São Paulo, 1996; prêmio UNESCO na categoria Ciência, 2ª edição, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Brasília, 2000. Seu último prêmio foi o Multicultural Estadão Cultura, em junho de 2000, concorrendo com inúmeras personalidades e sendo votado por milhares de brasileiros. Numa cerimônia carregada de emoção e beleza, disse: “Considero a indicação do prêmio Multicultural Estadão Cultura como um presente expressivo que coroa, de alguma forma, o meu trabalho intelectual [...] Meu desejo secreto, o desejo dos pensadores, e é difícil confessa-lo, é que o seu trabalho possa ter alguma repercussão, sobretudo quando ele ultrapassa os limites da sua própria área e da universidade. O fato de seu o trabalho ter uma visibilidade em camadas mais amplas da sociedade dá ao seu autor, não a certeza que ele tenha o aplauso geral, mas um certo conforto de ver que o seu discurso não é um discurso fechado. Agradeço a todos que votaram em mim, aos meus amigos e ofereço esse prêmio a todos os brasileiros que tanto esperam de seus intelectuais.”
Entre 1980 e 2000, Milton recebeu vinte títulos de Dr. Honoris Causa de Universidades do Brasil, da América Latina e da Europa. Publicou mais de quarenta livros e mais de 300 artigos em revistas cientificas, em português, francês e espanhol e inglês.

Homenagem
Abaixo, o fantástico documentário produzido por Sílvio Tendler com Milton Santos, poucos meses antes de sua morte. É uma belíssima obra, que nos abre olhos e cabeças sobre a globalização. Mas não apenas sobre o que se passou e o que se passa na economia, mas também como os novos processos tecnológicos se desdobra no mundo da comunicação que é parte inseparável do processo de inclusão:


Biografia Completa: http://www2.fpa.org.br/biografia-do-milton-santos


27 maio 2011

Parlamento Jovem 2011

"Aqui você representa muito”. A Câmara dos Deputados abre mais uma vez as portas à juventude do país com o Parlamento Jovem Brasileiro 2011. O PJB é uma oportunidade para que jovens cidadãos brasileiros possam simular, durante cinco dias, a jornada de trabalho dos deputados federais. O PJB, que vai acontecer entre 26 e 30 de setembro, e vai reunir 78 estudantes de todos os estados, ocorrerá pela oitava vez, já que tem sido realizado desde 2004. De lá para cá, houve a participação de 546 jovens parlamentares que, na prática, são alunos do ensino médio. Nesse ano, uma novidade: além dos estudantes do terceiro ano, os do segundo ano também poderão participar. A partir da experiência da imersão parlamentar, os jovens criam projetos de lei próprios, que passam por simulação de todas as etapas do processo legislativo. Este ano o tema é livre. Você pode participar escrevendo projetos em qualquer área das Comissões Temáticas do Parlamento Jovem Brasileiro desde que a proposta tenha relevância e possa impactar positivamente na sociedade. A organização é nossa, mas a mobilização e a vontade de atuar é toda sua. Venha para o Parlamento Jovem Brasileiro 2011. Aqui você representa muito e pode fazer história! 


O Parlamento Jovem Brasileiro, instalado anualmente, regulado pelo Ato da Mesa n.º 49/04 e pela Resolução 12/03 da Câmara dos Deputados,  tem por objetivo possibilitar aos alunos de escolas públicas e particulares a vivência do processo democrático, mediante participação em uma jornada parlamentar na Câmara dos Deputados. A VIII edição do programa será realizada no período de 26 a 30/09/2011 na Câmara dos Deputados, Brasília- DF.


Os deputados jovens são pré-selecionados pelas secretarias de educação dos respectivos estados, por meio da apresentação de um projeto de lei. O projeto de lei deverá ser apresentado nas escolas e deverá versar sobre temas nas seguintes áreas : Agricultura e Meio Ambiente; Saúde e Segurança Pública; Economia, Emprego e Defesa do Consumidor; Educação, Cultura, Esporte e Turismo.
Os estudantes devem ter entre 16 e 22 anos e estar matriculado e frequentando regularmente o  2º ou 3º ano do Ensino Médio em escolas públicas ou particulares.

O Conselho Nacional dos Secretários de Educação - CONSED encaminhará os projetos à Câmara dos Deputados onde uma comissão, formada por servidores da área legislativa da Câmara, irá escolher os projetos participantes. O número de representantes por Estado e pelo Distrito Federal é proporcional ao número de deputados federais (quadro abaixo).


Durante o período da Legislatura prevista para os estudantes, que tem a duração de cinco dias, os participantes têm a oportunidade de experimentar o dia-a-dia dos parlamentares brasileiros no desempenho de suas funções. O trâmite das proposições apresentadas pelos deputados jovens se dá de acordo, na medida do possível, com as normas regimentais vigentes na Câmara dos Deputados.

Número de deputados por estado:  

Unidade Federativa
Bancada Estadual
Deputados Jovens
AC
8
1
AL
9
1
AM
8
1
AP
8
1
BA
39
6
CE
22
3
DF
8
1
ES
10
2
GO
17
3
MA
18
3
MG
53
8
MS
8
1
MT
8
1
PA
17
3
PB
12
2
PE
25
4
PI
10
2
PR
30
5
RJ
46
7
RN
8
1
RO
8
1
RR
8
1
RS
31
5
SC
16
2
SE
8
1
SP
70
11
TO
8
1
Total
513
78
 


Olá, Pessoal!
Abaixo, texto para atividade de Reflexão Crítica sobre Liberdade. (2ªAno).

Boa Leitura!
                       Abraço!
                                Prof. Gilson
                                  Filosofia


O Existencialismo é um Humanismo

Autor: Jean-Paul Sartre
Tradutora: Rita Correia Guedes

Quando declaro que a liberdade, através de cada circunstância concreta, não pode ter outro objetivo senão o de querer-se a si própria, quero dizer que, se alguma vez o homem reconhecer que está estabelecendo valores, em seu desamparo, ele não poderá mais desejar outra coisa a não ser a liberdade como fundamento de todos os valores. Isso não significa que ele a deseja abstratamente. Mas, simplesmente, que os atos dos homens de boa fé possuem como derradeiro significado a procura da liberdade enquanto tal. Um homem que adere a um sindicato comunista ou revolucionário quer alcançar objetivos concretos; tais objetivos implicam uma vontade abstrata de liberdade; porém, essa liberdade é desejada em função de uma situação concreta. Queremos a liberdade através de cada circunstância particular. E, querendo a liberdade, descobrimos que ela depende integralmente da liberdade dos outros, e que a liberdade dos outros depende da nossa. Sem dúvida, a liberdade, enquanto definição do homem, não depende de outrem, mas, logo que existe um engajamento, sou forçado a querer, simultaneamente, a minha liberdade e a dos outros; não posso ter como objetivo a minha liberdade a não ser que meu objetivo seja também a liberdade dos outros. De tal modo que, quando, ao nível de uma total autenticidade, reconheço que o homem é um ser em que a essência é precedida pela existência, que ele é um ser livre que só pode querer a sua liberdade, quaisquer que sejam as circunstâncias, estou concomitantemente admitindo que só posso querer a liberdade dos outros. Posso, portanto, formar juízos sobre aqueles que pretendem ocultar a si mesmos a total gratuidade de sua existência e sua total liberdade, em nome dessa vontade de liberdade implicada pela própria liberdade. Aqueles que dissimularem perante si mesmos a sua total liberdade, com exigências da seriedade ou com desculpas deterministas, eu os chamarei de covardes; os outros, que tentarem demonstrar que sua existência era necessária, quando ela é a própria contingência do aparecimento do homem sobre a terra, eu os chamarei de canalhas.

Fonte: L’Existentialisme est un Humanisme, Les Éditions Nagel, Paris, 1970
Disponível em : ftp://ftp.unilins.edu.br/.../sartre_exitencialismo_humanismo%20TEXTO%202.pdf

24 abril 2011

 
Ricardo Guimarães

A palestra vai abordar diferentes aspectos do desejo de consumir vis a vis os valores éticos que as pessoas professam – e também o esforço que as empresas fazem – aquelas que têm programas consistentes de sustentabilidade – para se relacionar com os consumidores de modo diferente.

16 abril 2011

Ser ou não Ser: Os Limites da Loucura e da Razão

 

A partir da história de uma mulher esquizofrênica que viveu mais de 20 anos em um lixão, Viviane Mosé mostra como a filosofia e a civilização separam a razão da loucura


Esperança, do Verbo Esperançar!

 

Quando o filósofo Mario Sérgio Cortella fala, não há muito mais o que se acrescentar! Então transcrevo abaixo, na íntegra, o texto "A resignação como cumplicidade" que é tão incisivo em tentar despertar nosso sentimento de responsabilidade.
O escritor suíço Denis de Rougemont, um arguto defensor da unidade européia e, especialmente, um estudioso da ocidentalidade, disse algo (em meados do século passado) que inspirou discursos conhecidos de muitos políticos: "A decadência de uma sociedade começa quando o homem pergunta a si próprio: ‘O que irá acontecer?’, em vez de inquirir: ‘O que posso fazer?’".
A decadência (seja ela na sociedade mais ampla, seja em quaisquer instâncias, como família, trabalho, política etc.) principia quando o imperativo ético da ação é substituído pela acomodação e pela espera desalentada, isto é, quando se abre mão do dever que emana da liberdade e exige, para ser exatamente livre, uma intervenção consciente. Isso é lembrado em razão de um sorrateiro entorpecimento que acomete a muitos, aniquilando pouco a pouco a capacidade de reagir e de apontar como fora de lugar muitas coisas que parecem encaixar-se, sem arestas, na vida cotidiana e que precisam ser fortemente rejeitadas, de modo que esta não dê lugar ao abatimento que apenas aguarda, em vez de buscar provocar resultados.
Estamos nos acostumando —com rapidez e sem resistência ativa— com alguns desvios que parecem fatais e inexoravelmente presentes, como se fizessem "parte da vida": violência, desemprego, fome, corrupção e outros. É a prostração como hábito! E o conveniente pesar estampado no rosto e nas palavras para disfarçar uma simulada impotência individual mas que, no fundo, é expressão de um egonarcisismo indiretamente conivente. Tão confortável assim pensar... Lembre-se, então, de Fernando Pessoa, para o qual "na véspera de não partir nunca, ao menos não há que arrumar malas".
Pode-se argumentar que, felizmente ainda há muita esperança. Mas, como insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos neste momento é o apodrecimento da esperança; em várias situações, as pessoas acham que não há mais jeito, que não há alternativa, que a vida é assim mesmo... Violência? O que posso fazer? Espero que termine... Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam... Fome? O que posso fazer? Espero que impeçam... Corrupção? O que posso fazer? Espero que liquidem... Isso não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo. E, se há algo que Paulo Freire fez o tempo todo, foi incendiar a nossa urgência de esperanças.
Seria possível também usar aqui palavras como desalento, desânimo ou até covardia tolerante. Júlio Cortázar, o argentino que deu novos contornos à prosa latino-americana dos anos 60 em diante, afirmava que "a covardia tende a projetar nos outros a responsabilidade que não se aceita". Ou, pensado de outra forma, visite-se o romancista francês Jules Renard, com sua obra permeada por ironias cruéis (uma delas, aqui representada em 1957 por Cacilda Becker com o nome de "Pega-Fogo"): "Dando ouvidos apenas à sua coragem que nada lhe dizia, ele absteve-se de intervir".
Por isso resignar-se é, de forma contundente, concordar involuntariamente ou até ser cúmplice passivo. Melhor ficar com o vaticínio de André Destouches, compositor e diretor artístico da Ópera de Paris no reinado de Luís 15; o músico, especializado em tragédias líricas (como as que muitos pensam estar vivendo), advertia que "os ausentes nunca têm razão".
Esse texto faz parte do livro de provocações filosóficas "Não Nascemos Prontos".
Em uma comunidade do orkut também achei essa citação "...Nossa tarefa no mundo é Mandelar, MadreTerezadeCalcutear, ZumbidosPalmeirear, ChicoXavierar, ou seja, transformar em verbo os grandes homens e mulheres que lutaram contra qualquer forma de discriminação"  

Erica Fernandes